Projetando a Grandeza em nossos Programas de Ensino
Deus exige duas coisas de nós como professores: nosso melhor esforço e fidelidade. Ele não demanda perfeição, mas ao mesmo tempo, não aceita mediocridade. Portanto, é de vital importância que levemos a sério nosso papel como professores da palavra de Deus e façamos o melhor que pudermos. Esses dois requisitos, nosso melhor esforço e fidelidade, envolvem fazer o melhor que pudermos com o que temos, buscando fazer mais, e permanecendo fiéis à vontade de Deus para nós como professores. Para isso, estudamos e aplicamos conhecimento e habilidades tanto das Escrituras quanto do corpo de conhecimento ao nosso redor. Empregamos tudo o que pudermos para aprimorar nosso ensino, para que os aprendizes possam, por sua vez, crescer e se desenvolver como discípulos e professores por seus próprios méritos. Para isso, precisamos de especialização no assunto, visão estratégica (olhando além do aqui e agora), habilidades táticas (capacidade de planejar e executar eficazmente a visão estratégica) e paixão.
Projetar a excelência em nosso ensino e aprendizagem começa com o conhecimento de quem está determinando se algo é excelente ou não. Como professores, temos participação e influência sobre se um esforço de ensino é excelente, mas, em última análise, isso é determinado principalmente pelo aprendiz. Aqui estão algumas maneiras de projetar a excelência em uma aula.
Mantenha a aula simples
Simplicidade não significa necessariamente que seja fácil; antes, significa que é direto e facilita o entendimento. Também é aprimorada quando apresentamos informações complexas em segmentos menores, permitindo que os alunos as dominem antes de avançar para novas informações. Isso serve para construir confiança nos alunos de que eles podem compreender o material.
As informações devem ser baseadas nas necessidades do aluno
Todos os esforços e conteúdos de aprendizagem devem ser desenvolvidos a partir das necessidades dos aprendizes. Não é importante o que sabemos, mas sim o que o aluno precisa aprender e quão bem o ajudamos a aprender.
Envolva o aluno
Queremos que os aprendizes desejem continuar buscando e aprendendo. Devemos determinar se a aula é vista como dinâmica e interessante, motivando os alunos a aprender. É aceitável ter um clima de entusiasmo que envolva o aprendiz. Mostre relevância para os aprendizes respondendo a perguntas como:
- Por que isso é importante para mim?
- Para onde estou indo?
- Como aplico isso?
Tente desenvolver um elemento de singularidade
Isso pode ser um desafio para os professores, especialmente para assuntos já abordados muitas vezes antes. Ser único significa que algo não foi visto antes ou é visto como uma solução antes. Pode ter sido visto, mas agora é visto sob uma luz diferente.
Os ouvintes do sermão de Pedro em Atos 2 encontraram singularidade nas palavras de Pedro. Ele não estava necessariamente lhes dizendo algo que não soubessem, mas explicando de uma nova maneira, com um novo entendimento.
Algo familiar pode ser onde começamos, mas não é onde terminamos. Devemos inserir algum elemento de singularidade em algum momento. Pode ser uma nova aparência ou uma nova abordagem e pode revelar novos entendimentos, novas descobertas. Quando isso acontece, ocorre crescimento real.
Deve ser natural
Isso significa que não é forçado ou estranho. Deve ser instantaneamente familiar (reconhecível) e útil. Este é um bom momento para alertar sobre o uso de "palavras eclesiásticas". Cada grupo tem sua própria linguagem ou maneiras de dizer as coisas. Tenha cuidado com palavras que entendemos, mas que outros não entendem. Se você estiver usando um termo ou palavra nova que suspeita que alguns aprendizes possam não entender como você pretende, dê uma definição rápida e siga em frente. Lembre-se de que começamos de onde os aprendizes estão e os levamos aonde precisam estar.
Deve conter uma chamada específica para ação (CTA).
Um CTA é uma declaração ou pergunta específica que tem como objetivo provocar uma resposta da pessoa que está vendo ou ouvindo o material. Vemos isso frequentemente em materiais de marketing. Por exemplo, "Pressione enviar agora!" "Envie seu nome e e-mail para mais informações" "Ligue agora!". Um CTA deve começar com um verbo de ação forte e não deve ter mais do que uma ou duas frases. Usamos isso frequentemente no final dos sermões e nos referimos a isso como um convite. O valor de um CTA é que ele tira o aluno de um papel passivo para um papel ativo e o incentiva a aplicar o material de forma concreta. Também serve para promover o compromisso com o material.
Quando olhamos para a grandeza pela perspectiva do mundo, geralmente tendemos a pensar em estrelas do esporte. Aplaudimos os vencedores dos campeonatos. Às vezes, tendemos a pensar em um campeão como alguém que é "grande" no que faz. A palavra "campeão" vem do latim para gladiador ou lutador. Portanto, podemos pensar em um campeão do aprendizado como uma pessoa que luta por uma causa. Com esse pensamento em mente, devemos nos esforçar para ser campeões. Aqui estão algumas maneiras pelas quais podemos nos tornar campeões do aprendizado.
Existem duas perspectivas para se tornar um campeão do aprendizado. Uma é a perspectiva do professor. Da perspectiva do professor, ensinamos da melhor forma possível (substantivo – professor campeão). Outra é que compelimos outros a aprender da melhor forma possível (verbo – tomamos ações para incentivar o aprendizado). Esforçamo-nos para criar nos aprendizes um "Desejo ardente por aprender."
Outra perspectiva sobre tornar-se um campeão do aprendizado é a partir da perspectiva do aprendiz. Isso significa ser identificado como um aprendiz bem-sucedido (substantivo – manifesta/caracteriza-se pelo que aprendeu). Também é visto como aquele que busca aprender mais do que o esperado (verbo – ir além; insatisfeito com o mínimo; busca oportunidades adicionais para aprender).
Como começamos?
Começamos com como queremos que os aprendizes se sintam e entendendo como eles podem estar se sentindo atualmente. Eventualmente, queremos que eles se sintam conectados e completos (diferente de agora). Embora o aprendizado envolva mudar o conhecimento e o comportamento, também é importante entender como nos sentimos (atitudinalmente) sobre um assunto. Mudar como os aprendizes se sentem e adicionar conhecimento permite mudanças no comportamento.
Ensinar a palavra de Deus está no coração de quem somos e do que fazemos como discípulos de Jesus. Verdadeiramente, se somos discípulos, não podemos deixar de ensinar. Devemos fazer o esforço para fazer o melhor que pudermos para o nosso Mestre.
Sempre lembre-se de que nos foi confiada uma responsabilidade sagrada. Como Paulo diria,
Temos, porém, esse tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós.
- 2 Coríntios 4:7


