Jesus Entra Em Jerusalém
Parte 2
No capítulo anterior, terminamos na cena em que Jesus expulsa os cambistas de dentro do templo. Na seção seguinte, Lucas descreve vários encontros com diversos líderes judeus que tentam desacreditá-lo e miná-lo com suas perguntas e armadilhas.
Encontros – Lucas 20:1-47
Confrontação
1E aconteceu, num daqueles dias, que, estando ele ensinando o povo no templo e anunciando o evangelho, sobrevieram os principais dos sacerdotes e os escribas com os anciãos 2e falaram-lhe, dizendo: Dize-nos: com que autoridade fazes essas coisas? Ou quem é que te deu esta autoridade? 3E, respondendo ele, disse-lhes: Também eu vos farei uma pergunta: dizei-me, pois: 4o batismo de João era do céu ou dos homens? 5E eles arrazoavam entre si, dizendo: Se dissermos: do céu, ele nos dirá: Então, por que o não crestes? 6E, se dissermos: dos homens, todo o povo nos apedrejará, pois têm por certo que João era profeta. 7E responderam que não sabiam de onde era. 8E Jesus lhes disse: Tampouco vos direi com que autoridade faço isto.
- Lucas 20:1-8
Os principais sacerdotes, escribas e anciãos representavam os mais altos níveis da sociedade. Muitos eram membros do Sinédrio, o corpo governante encarregado pelo governo romano de supervisionar os assuntos do povo judeu. Eles se reuniram para fazer uma demonstração de força e dizer a Jesus: "Como ousas!"
Jesus havia assumido para Si mesmo o julgamento sobre a propriedade da atividade comercial na área do templo (que beneficiava esses homens) e executado uma justiça rápida e severa contra esses comerciantes. A resposta dos líderes religiosos deveria ter sido: Amém, já era tempo, ou obrigado por corrigir uma injustiça que ignoramos. Em vez disso, ficaram irritados e ofendidos que alguém sem posição social, e de uma cidade (Nazaré) distante do centro do poder, presumisse fazer tal coisa em uma área que eles controlavam.
Ele obviamente tinha coragem, mas quem lhe deu o direito de desafiar a autoridade deles? Claro, como Filho de Deus (e Senhor do templo) Ele tinha autoridade dada por Deus, mas dizer isso agora teria provocado-os a agir antes do tempo devido.
Jesus, portanto, encontra outro modo de desarmá-los. Ao pedir que nomeiem a autoridade por trás do ministério de João Batista, Ele faz duas coisas:
- Ele mantém a importante discussão sobre autoridade espiritual, mas desvia a atenção e o ponto da pergunta de Si mesmo para João Batista.
- Ele os força a reconhecer sua falta de fé. Se dissessem que o batismo de João era de Deus, teriam então que também reconhecer que Ele (Jesus) também era de Deus, pois isso é o que João testificou. Ao dizerem que não sabiam, confessaram incerteza, mas disseram isso para evitar o desagrado da multidão que acreditava. Em seus corações, não acreditavam, e Jesus expõe isso a eles mesmos e aos muitos que seguiam e observavam Seu ministério.
A própria posição de Jesus sobre João e sua missão já havia sido declarada anteriormente (Lucas 7), então, ao não responderem a Ele, os líderes perderam a autoridade para exigir uma resposta sobre a conduta de Jesus no templo. O Senhor segue esta troca com uma parábola que descreve a atitude e o fim daqueles que O rejeitaram.
Parábola dos Lavradores da Vinha (20:9-18)
Esta parábola é uma repreensão velada à incredulidade e à violência que Ele acabaria por sofrer nas mãos desses líderes religiosos.
Na parábola, os vinhateiros são confiados com uma vinha pelo seu dono, que então parte. Pessoas enviadas por ele para verificar o progresso são assediadas e mortas, até mesmo o filho do dono é assassinado pelos vinhateiros numa tentativa de tomar posse da vinha. O dono eventualmente retorna para executar esses homens e dá a posição deles a outros.
Era fácil perceber o paralelo entre a conduta dos vinhateiros e os líderes religiosos.
Uma característica interessante desta parábola é que Jesus cita várias passagens do Antigo Testamento (Salmos 118:22, Isaías 8:14) para apoiar Seu ensino de que a rejeição e a violência contra o Messias foram anunciadas pelo salmista e pelos profetas há muito tempo.
A pedra que os edificadores rejeitaram tornou-se cabeça de esquina.
- Salmos 118:22
Na parábola, os construtores são os líderes religiosos que às vezes eram chamados de "construtores de Israel". A pedra era o Messias, que deveria ter sido colocado como a fundação do reino por esses construtores, mas foi rejeitado (porque eles queriam governar o reino por si mesmos). A pedra fará muitos tropeçarem (a oposição direta à pedra falhará), mas aqueles sobre quem a pedra cair (julgamento) serão destruídos.
Era incomum para Jesus misturar uma referência das Escrituras com uma parábola que normalmente permanecia sozinha como uma unidade de ensino.
Tributo a César (20:19-26)
19E os principais dos sacerdotes e os escribas procuravam lançar mão dele naquela mesma hora; mas temeram o povo, porque entenderam que contra eles dissera esta parábola. 20E, trazendo-o debaixo de olho, mandaram espias que se fingiam de justos, para o apanharem em alguma palavra e o entregarem à jurisdição e poder do governador.
- Lucas 20:19-20
Esta é uma descrição da reação desses líderes religiosos à parábola de Jesus e serve como uma ponte para a próxima cena de confronto/armadilha.
21E perguntaram-lhe, dizendo: Mestre, nós sabemos que falas e ensinas bem e retamente e que não consideras a aparência da pessoa, mas ensinas com verdade o caminho de Deus. 22É-nos lícito dar tributo a César ou não? 23E, entendendo ele a sua astúcia, disse-lhes: Por que me tentais? 24Mostrai-me uma moeda. De quem tem a imagem e a inscrição? E, respondendo eles, disseram: De César. 25Disse-lhes, então: Dai, pois, a César o que é de César e a Deus, o que é de Deus. 26E não puderam apanhá-lo em palavra alguma diante do povo; e, maravilhados da sua resposta, calaram-se.
- Lucas 20:21-26
Se o confronto não funcionou, talvez a astúcia tivesse sucesso. Note no versículo 23, Jesus detecta a armadilha e a atitude por trás da pergunta.
Se Ele respondesse que deveriam pagar o imposto, O rotulariam como simpatizante romano para desacreditá-Lo diante do povo. Se Ele apoiasse a não cobrança do imposto, O denunciariam às autoridades romanas como agitador e O fariam prender. Em vez disso, Jesus resolve um dilema enfrentado por muitos judeus sinceros que estavam em conflito porque eram forçados a pagar impostos a um governante estrangeiro usando moeda que lhes era blasfema (as moedas tinham a imagem de um rei pagão). Jesus vai ao cerne da questão ao fazer uma distinção entre o material e o espiritual.
Algumas coisas (como impostos) pertencem estritamente ao mundo material e, enquanto aqui, devemos lidar com elas de acordo. Outras questões são espirituais e devemos seguir os mandamentos de Deus a respeito delas (adoração, moral, etc.). O problema ocorre quando misturamos os dois, fazemos do dinheiro nosso deus, ou adoramos a Deus e nos conduzimos segundo regras e ideias feitas pelo homem.
Deus criou tanto o mundo espiritual quanto o material e nos instruiu sobre como devemos funcionar em cada um.
Pergunta Sobre a Ressurreição (20:27-44)
Os líderes tentaram confronto e engano e falharam em ambos, então tentam desacreditar Jesus por meio do ridículo.
Os saduceus apresentam a Jesus uma situação hipotética com o intuito de zombar e ridicularizar Seu ensino sobre o assunto. Esses sacerdotes consideravam apenas o Pentateuco (Gênesis-Deuteronômio) como textos inspirados e autoritativos. Eram um pequeno grupo de líderes religiosos conservadores e ricos. Seu apoio político vinha da classe abastada, enquanto os fariseus (mestres e especialistas na Lei) exerciam influência sobre o povo comum.
Os saduceus acreditavam que havia uma grande distância entre Deus e o homem (muito parecido com o que os deístas acreditam hoje). Eles acreditavam que a tarefa do homem era manter sua vida diária aqui porque não havia vida após a morte. Eles ensinavam que a riqueza e a posição eram bênçãos de Deus dadas para mostrar Sua aprovação. Por isso, muitos pensavam que a pobreza era uma maldição e um sinal do desagrado de Deus.
27E, chegando-se alguns dos saduceus, que dizem não haver ressurreição, perguntaram-lhe, 28dizendo: Mestre, Moisés nos deixou escrito que, se o irmão de alguém falecer, tendo mulher e não deixar filhos, o irmão dele tome a mulher e suscite posteridade a seu irmão. 29Houve, pois, sete irmãos, e o primeiro tomou mulher e morreu sem filhos; 30e o segundo 31e o terceiro também a tomaram, e, igualmente, os sete. Todos eles morreram e não deixaram filhos. 32E, por último, depois de todos, morreu também a mulher. 33Portanto, na ressurreição, de qual deles será a mulher, pois que os sete por mulher a tiveram?
- Lucas 20:27-33
A pergunta deles foi impertinente e zombeteira. Eles se viam como sábios e estavam prontos para fazer cair este rabino do interior com uma pergunta capciosa.
34E, respondendo Jesus, disse-lhes: Os filhos deste mundo casam-se e dão-se em casamento, 35mas os que forem havidos por dignos de alcançar o mundo vindouro e a ressurreição dos mortos nem hão de casar, nem ser dados em casamento; 36porque já não podem mais morrer, pois são iguais aos anjos e são filhos de Deus, sendo filhos da ressurreição. 37E que os mortos hão de ressuscitar também o mostrou Moisés junto da sarça, quando chama ao Senhor Deus de Abraão, e Deus de Isaque, e Deus de Jacó. 38Ora, Deus não é Deus de mortos, mas de vivos, porque para ele vivem todos.
- Lucas 20:34-38
Jesus responde à impertinência com conhecimento, um conhecimento que revela imediatamente Sua compreensão superior e divina e a ignorância deles sobre assuntos que pensavam conhecer bem. O Senhor usa a própria habilidade na qual se orgulhavam (exame acadêmico e comentário das Escrituras) para provar que seu ensino sobre a ressurreição estava equivocado.
1. Jesus interpreta corretamente o significado de uma passagem chave para provar que a ressurreição corporal ocorre após a morte. Ele o faz ao tirar a conclusão lógica com base no uso gramatical adequado do verbo na frase em questão.
5E disse: Não te chegues para cá; tira os teus sapatos de teus pés; porque o lugar em que tu estás é terra santa. 6Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. E Moisés encobriu o seu rosto, porque temeu olhar para Deus.
- Êxodo 3:5-6
O uso do verbo, "Sou" no tempo presente (Eu sou o Deus do seu pai...) apoia gramaticalmente a conclusão de que Abraão, Isaque e Jacó também estão presentes e vivos diante de Deus. A compreensão correta do uso do verbo e como isso conduz a uma interpretação correta da passagem derrota a posição dos saduceus de "não ressurreição". Eles aceitavam apenas os ensinamentos da Lei como autoritativos, então Jesus prova Seu ponto usando o método deles, bem como o texto deles, para demonstrar que estavam equivocados.
2. Ele também demonstra Seu conhecimento divino (e ao fazer isso Sua natureza divina também) ao revelar coisas concernentes à ressurreição que somente alguém do céu poderia saber. Ele lhes revela que os seres ressuscitados são como anjos (espíritos puros com poderes semelhantes). Eles não se casam nem se reproduzem porque são eternos (não há necessidade de reprodução quando não há morte).
39E, respondendo alguns dos escribas, disseram: Mestre, disseste bem. 40E não ousavam perguntar-lhe mais coisa alguma.
- Lucas 20:39-40
Alguns escribas, que eram estudiosos e mestres sérios das Escrituras (os saduceus serviam como sacerdotes), concordaram com Jesus, mas os demais ficaram em silêncio, não querendo mais humilhação.
3. Jesus, neste momento, coloca uma pergunta aos líderes religiosos.
41E ele lhes disse: Como dizem que o Cristo é Filho de Davi? 42Visto como o mesmo Davi diz no livro dos Salmos: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, 43até que eu ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés. 44Se Davi lhe chama Senhor, como é ele seu filho?
- Lucas 20:41-44
Jesus lidou com intimidação, engano e zombaria. Ele respondeu às perguntas e corrigiu o entendimento equivocado deles sobre a ressurreição. Agora ele vai um passo além, fazendo-lhes uma pergunta sobre as Escrituras. Sua pergunta anterior sobre João Batista foi de natureza tática. Ele os encurralou para que, não importando o que respondessem, perderiam o argumento.
Esta pergunta os leva a interpretar uma passagem das Escrituras concernente à natureza dupla do Messias. A resposta à Sua pergunta (verso 44) é a seguinte:
- O Senhor (Deus Pai) disse ao meu Senhor (Jesus o Filho) assenta-te à minha direita até que eu ponha os teus inimigos por estrado dos teus pés (vitória completa incluindo a vitória sobre a morte) (Salmos 110:1).
- Davi falou esta profecia (pelo poder do Espírito Santo).
- Pergunta: Se Davi o chama Senhor, como então Ele é seu (de Davi) Filho?
- Resposta: Davi chama o Filho de Deus Senhor antes que Ele venha ao mundo como homem chamado Jesus (Mateus 1:6-16).
- Na época em que Davi falou estas palavras, Jesus ainda não havia vindo. Aproximadamente 1000 anos depois, Jesus se fez homem pelo poder do Espírito Santo e entrou no mundo por meio de uma família cujo chefe (José) era descendente de Davi.
Os escribas e sacerdotes conheciam esta Escritura e reconheciam que o Messias seria um descendente de Davi, mas não percebiam ou se recusavam a admitir que (como Jesus acabara de demonstrar) o Messias também seria divino. O que realmente os incomodava era que este Jesus que estava diante deles afirmava ser aquele Messias divino!
Aviso Contra os Escribas
45E, ouvindo-o todo o povo, disse Jesus aos seus discípulos: 46Guardai-vos dos escribas, que querem andar com vestes compridas e amam as saudações nas praças, e as principais cadeiras nas sinagogas, e os primeiros lugares nos banquetes; 47que devoram as casas das viúvas, fazendo, por pretexto, largas orações. Estes receberão maior condenação.
- Lucas 20:45-47
O epílogo desta seção é a advertência de Jesus acerca da hipocrisia dos escribas (isto incluía os fariseus). A advertência é dupla:
- Cuidado para que não sejam vítimas de seus esquemas, indevidamente impressionados por sua pretensão de santidade e importância.
- Cuidado para não serem como eles em sua atitude e ações.
Jesus revela mais um fato oculto que somente Deus saberia a respeito do juízo: haverá graus de culpa e condenação.
Sinais do Fim – Lucas 21:1-38
Jesus acaba de condenar os escribas por sua hipocrisia e continua essa linha de ensino ao descrever os eventos que levam ao julgamento final e o incluem.
1E, olhando ele, viu os ricos lançarem as suas ofertas na arca do tesouro; 2e viu também uma pobre viúva lançar ali duas pequenas moedas; 3e disse: Em verdade vos digo que lançou mais do que todos esta pobre viúva, 4porque todos aqueles deram como ofertas de Deus do que lhes sobeja; mas esta, da sua pobreza, deu todo o sustento que tinha.
- Lucas 21:1-4
Como forma de equilibrar Suas advertências sobre a hipocrisia dos escribas, Jesus comenta sobre a fé sincera e o espírito generoso da oferta sacrificial da viúva em comparação com a doação superficial de outros com mais recursos físicos. Estes podem ter dado uma quantia maior, mas não uma quantia sacrificial como foi o caso da viúva pobre.
Este evento ocorre na área do templo e naturalmente levanta uma questão sobre o próprio templo, que Jesus usa para elaborar sobre a questão do juízo, algo que os judeus em breve enfrentarão por causa da rejeição de Jesus como o Messias.
5E, dizendo alguns a respeito do templo, que estava ornado de formosas pedras e dádivas, disse: 6Quanto a estas coisas que vedes, dias virão em que se não deixará pedra sobre pedra que não seja derribada.
7E perguntaram-lhe, dizendo: Mestre, quando serão, pois, essas coisas? E que sinal haverá quando isso estiver para acontecer?
- Lucas 21:5-7
As perguntas deles levam Jesus a um longo ensinamento sobre os últimos tempos. Tanto Mateus (Mateus 24) quanto Marcos (Marcos 13) incluem esta seção em seus evangelhos. Quando tomadas em conjunto, essas passagens contêm três perguntas feitas pelos apóstolos:
- Quando isso acontecerá (a destruição do templo) e quais são os sinais disso?
- Qual será o sinal da sua vinda (retorno)?
- E quanto aos últimos tempos?
Lucas registra apenas a primeira pergunta feita pelos Apóstolos, mas inclui as respostas tanto à primeira quanto à segunda pergunta.
Nos versículos 8-24, Ele responde à primeira pergunta descrevendo a situação política e social no mundo, bem como a perseguição da igreja que precederá o fim da cidade de Jerusalém (70 d.C.). Ele também descreve o sofrimento e a destruição que ocorrerão.
Nos versículos 25-36 Jesus lhes dá informações sobre Seu retorno, que coincidirá com o fim do mundo. O Senhor termina com um encorajamento para estar alerta tanto para a destruição de Jerusalém quanto para Seu retorno no fim.
Nos versículos 37-38, Lucas acrescenta um comentário de que os seguidores dedicados de Jesus O ouviam ensinar diariamente no templo e que Jesus passava as noites em oração. Este chamado para preparar-se para o juízo prepara os eventos finais do ministério de Jesus: Sua crucificação, morte e ressurreição.
Lições
1. Todos devemos nos esforçar para dar sacrificialmente, não apenas regularmente
Podemos facilmente nos tornar complacentes em nossa oferta (e assim não receber nenhuma bênção dela) se não houver elemento de sacrifício em nossa oferta ao Senhor.
2. O julgamento é certo
Os judeus ignoraram a advertência de Jesus sobre o juízo que viria (e sabemos historicamente que ele veio em 70 d.C., quando o exército romano destruiu a cidade de Jerusalém e seu templo, junto com a maioria de seus habitantes). Não cometamos o mesmo erro.
Perguntas para Discussão
- Que tipo de ataque ou confronto à sua fé pessoal você acha mais desafiador?
- Por que isso é assim?
- Como você pode melhorar sua resposta?
- Resuma, com suas próprias palavras, a resposta à pergunta: "o que acontecerá no fim do mundo quando Jesus voltar?"
- Você pode fornecer Escrituras para sua resposta?


