Jesus Entra Em Jerusalém
Parte 1
Agora começamos a quarta parte em nosso esboço do registro do evangelho de Lucas:
- O Início - 1:1-3:38
- Jesus Na Galileia - 4:1-9:50
- Jesus Rumo A Jerusalém - 9:51-18-30
- Jesus Entrando Em Jerusalém - 18:31-21:38
- A Consumação - 22:1-24:53
Até este ponto, os ensinamentos, milagres e confrontos de Jesus ocorreram em lugares fora de Jerusalém. Na próxima seção do relato de Lucas, ele descreverá eventos que acontecem enquanto Jesus e os Apóstolos estão nas proximidades de Jerusalém e se preparam para entrar nela.
Jesus Entra Em Jerusalém – Lucas 18:31-19:48
Jesus e os Apóstolos estão agora próximos da cidade, e o Senhor prepara Seus Apóstolos para o que acontecerá ali.
Jesus Profetiza Sua Morte e Ressurreição
31E, tomando consigo os doze, disse-lhes: Eis que subimos a Jerusalém, e se cumprirá no Filho do Homem tudo o que pelos profetas foi escrito. 32Pois há de ser entregue aos gentios e escarnecido, injuriado e cuspido; 33e, havendo-o açoitado, o matarão; e, ao terceiro dia, ressuscitará. 34E eles nada disso entendiam, e esta palavra lhes era encoberta, não percebendo o que se lhes dizia.
- Lucas 18:31-34
Jesus dá aos Apóstolos mais detalhes sobre o que acontecerá quando entrarem na cidade, pois todas as profecias concernentes ao Seu tratamento pelos judeus serão cumpridas.
Entrada triunfal de Jesus
Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém; eis que o teu rei virá a ti, justo e Salvador, pobre e montado sobre um jumento, sobre um asninho, filho de jumenta.
- Zacarias 9:9
Rejeição pelos líderes
22A pedra que os edificadores rejeitaram tornou-se cabeça de esquina. 23Foi o Senhor que fez isto, e é coisa maravilhosa aos nossos olhos.
- Salmos 118:22-23
Traição por Judas
Até o meu próprio amigo íntimo, em quem eu tanto confiava, que comia do meu pão, levantou contra mim o seu calcanhar.
- Salmos 41:9
Sofrimento e humilhação
7Todos os que me veem zombam de mim, estendem os lábios e meneiam a cabeça, dizendo: 8Confiou no Senhor, que o livre; livre-o, pois nele tem prazer.
- Salmos 22:7-8
Ressurreição
9Portanto, está alegre o meu coração e se regozija a minha glória; também a minha carne repousará segura.
10Pois não deixarás a minha alma no inferno, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção.
- Salmos 16:9-10
Razão da cruz
Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados.
- Isaías 53:5
Há muitos mais, mas estes demonstram o ponto que Jesus estava fazendo aos Apóstolos: que tudo o que Ele está lhes dizendo sobre Seu tratamento pelas mãos dos judeus acontecerá com Ele, e todas as profecias concernentes à Sua morte e ressurreição serão cumpridas.
No versículo 34, Lucas afirma que os Apóstolos não entendiam o que Jesus estava dizendo, pois o significado lhes estava oculto. Pode ser que, como no caso de João Batista, eles presumissem que, quando Jesus entrasse em Jerusalém, seria aclamado por todos, grandes e pequenos; ou, se rejeitado, um juízo imediatamente cairia sobre Seus inimigos. Jesus os estava preparando para um tempo em que nenhuma dessas coisas aconteceria. O resultado final seria o que os salmistas e profetas falaram há muito tempo: o Messias seria rejeitado, torturado e executado, mas "ressuscitaria" no terceiro dia.
Jesus Cura Bartimeu, O Cego
35E aconteceu que, chegando ele perto de Jericó, estava um cego assentado junto do caminho, mendigando. 36E, ouvindo passar a multidão, perguntou que era aquilo. 37E disseram-lhe que Jesus, o Nazareno, passava. 38Então, clamou, dizendo: Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim! 39E os que iam passando repreendiam-no para que se calasse; mas ele clamava ainda mais: Filho de Davi, tem misericórdia de mim! 40Então, Jesus, parando, mandou que lho trouxessem; e, chegando ele, perguntou-lhe, 41dizendo: Que queres que te faça? E ele disse: Senhor, que eu veja. 42E Jesus lhe disse: Vê; a tua fé te salvou. 43E logo viu e seguia-o, glorificando a Deus. E todo o povo, vendo isso, dava louvores a Deus.
- Lucas 18:35-43
Lucas novamente situa a ação ao descrever o local (Jericó, 18 milhas ao norte de Jerusalém) onde Jesus e os Apóstolos estão enquanto fazem sua aproximação final à grande cidade.
Este milagre é descrito nos relatos de Mateus e Marcos. Mateus diz que dois cegos foram curados, mas Marcos e Lucas focam apenas na reação de Bartimeu. Eles descrevem um homem que não podia ver Jesus nem Suas obras, mas que, mesmo assim, clamou a Ele com fé e, como resultado, recuperou a visão.
A fé de Bartimeu será posteriormente contrastada com a dos líderes religiosos em Jerusalém que realmente testemunharam muitos dos milagres de Jesus, mas se recusaram a crer e, consequentemente, permaneceram espiritualmente cegos.
Zaqueu Convertido (19:1-10)
Uma vez em Jericó, Jesus avista Zaqueu (um coletor de impostos como Mateus) que, por causa de sua baixa estatura, havia subido em uma árvore para ter uma melhor visão do Senhor enquanto Ele passava.
Jesus chama-o pelo nome e diz ao pequeno coletor de impostos que visitará sua casa. Os líderes religiosos resmungam porque Jesus se associaria, até visitaria a casa de um pecador/coletor de impostos. Zacarias está tão grato pela bondade de Jesus que confessa e se arrepende de sua conduta imprópria passada como coletor de impostos, e se compromete a dar aos pobres e a devolver o dinheiro àqueles que possa ter defraudado (cobrando impostos em excesso para seu próprio lucro). Jesus confirma que Zacarias está salvo, mas aponta que estas são as pessoas para quem Ele foi enviado para salvar: pecadores que creem e se arrependem.
Este evento fornece outro contraste entre aqueles que creram e aqueles que não creram (Bartimeu cego vs. líderes religiosos) e aqueles que se arrependeram e aqueles que não se arrependeram (Zaqueu vs. líderes religiosos judeus autojustos).
Parábola das 10 Minas
Lucas registra outra das parábolas de Jesus que está contida tanto em Mateus quanto em Marcos. Esta parábola é mais uma referência à liderança religiosa em Jerusalém, contudo, trata da qualidade de sua mordomia e não de sua fé ou arrependimento.
11E, ouvindo eles essas coisas, ele prosseguiu e contou uma parábola, porquanto estava perto de Jerusalém, e cuidavam que logo se havia de manifestar o Reino de Deus. 12Disse, pois: Certo homem nobre partiu para uma terra remota, a fim de tomar para si um reino e voltar depois. 13E, chamando dez servos seus, deu-lhes dez minas e disse-lhes: Negociai até que eu venha. 14Mas os seus concidadãos aborreciam-no e mandaram após ele embaixadores, dizendo: Não queremos que este reine sobre nós. 15E aconteceu que, voltando ele, depois de ter tomado o reino, disse que lhe chamassem aqueles servos a quem tinha dado o dinheiro, para saber o que cada um tinha ganhado, negociando. 16E veio o primeiro dizendo: Senhor, a tua mina rendeu dez minas. 17E ele lhe disse: Bem está, servo bom, porque no mínimo foste fiel, sobre dez cidades terás a autoridade. 18E veio o segundo, dizendo: Senhor, a tua mina rendeu cinco minas. 19E a este disse também: Sê tu também sobre cinco cidades. 20E veio outro, dizendo: Senhor, aqui está a tua mina, que guardei num lenço, 21porque tive medo de ti, que és homem rigoroso, que tomas o que não puseste e segas o que não semeaste. 22Porém ele lhe disse: Mau servo, pela tua boca te julgarei; sabias que eu sou homem rigoroso, que tomo o que não pus e sego o que não semeei. 23Por que não puseste, pois, o meu dinheiro no banco, para que eu, vindo, o exigisse com os juros? 24E disse aos que estavam com ele: Tirai-lhe a mina e dai-a ao que tem dez minas. 25E disseram-lhe eles: Senhor, ele tem dez minas. 26Pois eu vos digo que a qualquer que tiver ser-lhe-á dado, mas ao que não tiver até o que tem lhe será tirado. 27E, quanto àqueles meus inimigos que não quiseram que eu reinasse sobre eles, trazei-os aqui e matai-os diante de mim.
- Lucas 19:11-27
Observe os paralelos adicionais que Jesus acrescenta nesta parábola para refletir Sua situação presente e futura: o período para a ação é longo, esclarecendo o ensino sobre este assunto para aqueles como João Batista, que pensavam que a vinda do reino e o juízo aconteceriam exatamente ao mesmo tempo. Jesus, porém, descreve quatro períodos de tempo:
- O momento em que o nobre confere a responsabilidade.
- O tempo não revelado em que ele está ausente, durante o qual as verdadeiras atitudes dos servos são vistas.
- O momento em que o nobre retorna para punir e recompensar.
- A destruição dos inimigos do nobre.
A ordem dos eventos na parábola paralela à ordem do ministério de Jesus e seu resultado final:
- Jesus designará a grande comissão aos Seus discípulos (Mateus 28:18-20, Marcos 16:16).
- A igreja continuará em seu ministério até que Jesus retorne (Atos 2:37-47).
- Jesus voltará para recompensar e punir (1 Tessalonicenses 4:13-18, 2 Tessalonicenses 1:6-10).
- O fim da era e o aparecimento dos novos céus e nova terra acompanharão Sua vinda (2 Pedro 3:11-13).
Esta parábola pode não ter significado muito mais para os Apóstolos do que sua lição principal sobre boa mordomia, mas uma vez que o ministério de Jesus foi concluído, eles seriam então capazes de recordar e compreender plenamente este ensinamento à luz da profecia cumprida.
A Entrada Triunfal (19:28-44)
Temos aqui outro evento descrito tanto por Mateus quanto por Marcos. Lucas, porém, acrescenta a passagem que descreve a reação pessoal de Jesus ao chegar à cidade. Ele escreve que Jesus enviou discípulos adiante para conseguir um jumento para montar: Mateus escreve que eles trouxeram dois jumentos, um jumentinho que nunca havia sido montado e sua mãe (provavelmente para estabilizar o animal jovem enquanto carregava seu primeiro cavaleiro através de uma multidão barulhenta, Mateus 21:1-3).
Jesus chegou a Jerusalém vindo de Betânia, onde moravam Maria, Marta e Lázaro, e onde Ele frequentemente se hospedava quando viajava de sua casa em Cafarnaum para a capital Jerusalém. Betânia ficava a cerca de 2,4 quilômetros de Jerusalém, com o Monte das Oliveiras e o Jardim do Getsêmani como a última parada antes de descer para o vale a partir do jardim e subir novamente para entrar na cidade de Jerusalém pelo lado oposto.
Do Jardim do Getsêmani, no topo do vale, uma pessoa podia ver toda a cidade de Jerusalém localizada do lado oposto. Hoje, deste ponto de vista, pode-se ver um cemitério em frente ao Portão Oriental, que era o caminho pelo qual Jesus entrou na cidade naquela época. O plantio do cemitério e o fechamento do portão com tijolos em 1530 d.C. foram uma tentativa dos muçulmanos de impedir o retorno do Messias.
36E, indo ele, estendiam no caminho as suas vestes. 37E, quando já chegava perto da descida do monte das Oliveiras, toda a multidão dos discípulos, regozijando-se, começou a dar louvores a Deus em alta voz, por todas as maravilhas que tinham visto, 38dizendo: Bendito o Rei que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória nas alturas! 39E disseram-lhe dentre a multidão alguns dos fariseus: Mestre, repreende os teus discípulos. 40E, respondendo ele, disse-lhes: Digo-vos que, se estes se calarem, as próprias pedras clamarão.
- Lucas 19:36-40
Mateus cita a profecia do Antigo Testamento que descreveu a maneira pela qual o Messias entraria na cidade, humildemente montado em um jumento, em vez de estar montado em um cavalo ou carruagem como os reis terrenos entrariam (Mateus 21:5).
Lucas continua a contrastar a atitude das pessoas comuns que creram, e assim se alegraram, com a dos líderes religiosos que não creram e se escandalizaram com a demonstração de fé e louvor vinda da multidão.
41E, quando ia chegando, vendo a cidade, chorou sobre ela, 42dizendo: Ah! Se tu conhecesses também, ao menos neste teu dia, o que à tua paz pertence! Mas, agora, isso está encoberto aos teus olhos. 43Porque dias virão sobre ti, em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, e te sitiarão, e te estreitarão de todas as bandas, 44e te derribarão, a ti e a teus filhos que dentro de ti estiverem, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, pois que não conheceste o tempo da tua visitação.
- Lucas 19:41-44
Esta seção é particular a Lucas e nela ele descreve a grande tristeza de Jesus por duas coisas:
- O Que Os Judeus Perderiam de ver por causa de sua cegueira espiritual causada pela incredulidade. Ele chora porque a alegria e o júbilo expressos por Seus discípulos poderiam ter sido compartilhados por todos na cidade se eles tivessem conhecido (aceitado) o que Deus exigia deles para terem paz com Ele (fé no Filho). Como estava, eles seriam privados das bênçãos e da alegria que a fé poderia ter lhes trazido.
- O Que Os Judeus Sofreriam como consequência de sua incredulidade. Jesus deixa muito claro o motivo da punição que viria, "...porque não reconhecestes o tempo da vossa visitação." (verso 44c).
Até este momento em Seu ensino e pregação, Jesus usava parábolas para descrever a atitude de incredulidade e hostilidade expressa pela liderança religiosa judaica. Neste trecho, porém, Ele declara sem rodeios ou significado oculto o pecado dos judeus (a rejeição Dele como seu Messias) e sua punição (a destruição de sua cidade e a morte de seu povo).
Comerciantes Expulsos do Templo (19:45-48)
45E, entrando no templo, começou a expulsar todos os que nele vendiam e compravam, 46dizendo-lhes: Está escrito: A minha casa é casa de oração; mas vós fizestes dela covil de salteadores.
47E todos os dias ensinava no templo; mas os principais dos sacerdotes, e os escribas, e os principais do povo procuravam matá-lo 48e não achavam meio de o fazer, porque todo o povo pendia para ele, escutando-o.
- Lucas 19:45-48
Mateus e Marcos fazem desta ação o ponto alto da seção sobre a entrada de Jesus em Jerusalém. O ponto alto de Lucas, no entanto, é a proclamação de Jesus sobre a nação judaica que, para o público de Lucas (Teófilo), explicará em grande parte a hostilidade dos judeus em relação ao cristianismo e a subsequente oferta do evangelho aos gentios por meio dos apóstolos e mestres judeus. Ele dedica apenas duas linhas resumindo a razão de Jesus expulsar os comerciantes dos átrios do templo (uma ação que teria pouco interesse para um leitor gentio).
Lucas termina a seção descrevendo as linhas de batalha no que diz respeito a Jesus: O sumo sacerdote, escribas (fariseus) e homens principais (anciãos, ricos, classe política, mestres) contra o povo.
Resumo / Lições
Lucas descreve as interações finais, milagres e ensinamentos de Jesus enquanto Ele se aproxima e entra em Jerusalém. Esses eventos e ensinamentos são tais que descrevem a situação e a divisão entre o povo, com a incredulidade e rejeição da elite religiosa e política contrastando com a fé, entusiasmo e alegria das pessoas comuns e dos marginalizados sociais. Neste ponto, a única coisa que impede a liderança judaica de prender Jesus é o medo de uma reação negativa do povo comum.
Na próxima seção, porém, veremos conflitos internos mais próximos, pois Jesus é confrontado por vários líderes que agora têm fácil acesso a Ele enquanto Ele ministra às pessoas na área do templo em Jerusalém. Aqui estão algumas lições que podemos tirar do material que cobrimos neste capítulo.
1. Acredite no Livro
O grande pecado dos judeus foi que eles se recusaram a crer em seus próprios profetas. O problema não era que Jesus não cumpriu perfeitamente tudo o que foi dito sobre o Messias nas escrituras dos profetas, a questão deles com Ele era que Ele não parecia nem soava como a imagem do Messias que haviam criado em suas próprias mentes (um poderoso milagreiro militar/político). Eles falharam porque não creram em seu próprio livro! Corremos o mesmo erro se nosso Jesus for o Jesus dos filmes populares, ideias ou movimentos. Nosso Senhor, Sua vontade, Sua palavra e Sua igreja são todos claramente apresentados e explicados em Seu livro: a Bíblia. Vamos garantir que nossas vidas e práticas religiosas estejam baseadas em Seu livro e não em nossas opiniões ou sentimentos.
2. Todos Seremos "Visitados"
Lucas escreve que os judeus não reconheceram o tempo da sua visitação, e se perderam por causa disso. Todos nós somos visitados por Cristo em um momento ou outro. A visita vem de muitas formas, mas sempre vem. Às vezes aparece como um convite para estudar a Bíblia ou assistir a um culto, outras vezes a visita é uma tentação permitida em nossas vidas para medir nossa obediência. Para muitos, ela se materializa como uma doença, acidente, ofensa ou desafio que examina nossa fé ou amor. No final, para todos, ela vem como a morte, sinalizando que não há mais tempo para escolher crer ou não, porque a morte determina como permaneceremos na eternidade para o bem ou para o mal.
Nem todas as visitas são iguais em natureza ou duração, mas o denominador comum é que todos recebem uma visita e a visita é sempre sobre se cremos em Cristo ou não.
Perguntas para Discussão
- Quais são alguns dos equívocos populares sobre quem Jesus é hoje? Por que você acha que as pessoas acreditam nessas falsas ideias sobre Jesus?
- Descreva um dos seus talentos pouco utilizados. Explique por que esse talento não está desenvolvido e como ele poderia ser usado no serviço da igreja.
- Selecione um dos grupos religiosos listados abaixo e explique como você procederia para tentar converter um seguidor desse grupo ao cristianismo. Forneça três referências bíblicas.
- Judeu
- Hindu
- Vodu
- Muçulmano
- Budista
- Ateu


