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Cristianismo Vs. Taoísmo, Confucionismo, Xintoísmo e Budismo

Nesta lição comparamos religiões da China, Japão e Índia com a religião do Cristianismo.
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Estamos prontos para examinar as quatro religiões na categoria das religiões do Extremo Oriente. Duas delas vêm da China, uma do Japão e a outra, o Budismo, começou na Índia, mas se espalhou para o leste e depois para o mundo todo.

Todas essas quatro religiões têm traços comuns:

  1. Todos são uma mistura de crenças tomadas de diferentes culturas, e muitos dos ensinamentos são comuns a todos os quatro.
  2. Eles aceitam a ideia de que a verdade é universal, mas como os indivíduos possuem apenas parte dessa verdade universal, a ideia de verdade de cada pessoa é diferente.
  3. Praticam várias formas de culto aos antepassados. O espírito das gerações passadas é mantido enquanto a geração presente mantém viva a sua memória.
  4. Essas religiões têm um elemento de "animismo", acreditando na presença de espíritos bons e maus que precisam ser apaziguados de várias maneiras (por exemplo, fogos de artifício, pipas usadas para afastar espíritos malignos).
  5. As religiões do Extremo Oriente geralmente estão associadas à política do país.
  6. Elas se preocupam mais com o que é socialmente apropriado do que com pecado, salvação ou o fim do mundo. Por exemplo, no Japão, líderes políticos ou de outro tipo renunciam às suas posições se perderem a face (fracasso, constrangimento social).

Comecemos primeiro com as duas religiões da China: Taoísmo e Confucionismo.

Taoísmo

(Pronunciado "daoísmo")

Fundador

Lao-tzu (604-517 a.C.) Conhecido como o "Velho Mestre."

Ele era um humanista e acreditava/ensinava que o homem estava no nível mais alto. Para experimentar Deus, o homem tinha que olhar para dentro de si mesmo e da natureza. Ele acreditava na perfeita unidade e harmonia da natureza. Rejeitou as organizações sociais (o sistema político federal da época) e retirou-se da sociedade para viver como um eremita.

Origens/Divindade/Humanidade

O taoísmo ensinava que havia uma força na natureza chamada Tao. Era essa força que animava a natureza. O Tao tinha dois elementos que, quando equilibrados, produziam uma boa vida. A força era separada pelo símbolo do Tao de yin e yang (Yin - preto, negativo, terrestre, feminino; Yang - vermelho, vigoroso, celestial, positivo).

A ideia era que as forças dentro do Tao fluíam de um lado para o outro entre o positivo e o negativo, criando a vida que se tinha, e o destino do homem era observar esse fluxo e adaptar-se a ele para encontrar o equilíbrio. Isso ajuda a explicar a abordagem pragmática que os chineses têm em relação à política, movimentos sociais ou conflitos. Eles observam cuidadosamente o fluxo dos eventos e tomam decisões que criarão ou alcançarão o equilíbrio favorável necessário para manter o status quo.

Salvação

No taoísmo, o objetivo não é "conhecer" porque a verdade absoluta não é cognoscível, o objetivo do homem é estar "em unidade" com o Tao. Na morte, a alma se funde com os espíritos dos antepassados que estão incorporados na parte yin do Tao.

Culto

Os taoístas construíram templos e praticaram vários ritos (que descreveríamos como magia) e desenvolveram filosofias taoístas.

Escrituras

Uma obra intitulada, "Tao Te Ching" (tratado do Tao e seu poder) foi escrita no século IV a.C. por vários autores, porém não foi considerada um "livro sagrado" nem vista como revelação divina.

Geografia

Esta religião começou na China e se espalhou para o Tibete e o Japão.

Diversos

O taoismo tem aproximadamente 40 milhões de seguidores. Os taoístas não têm conceito de moralidade (certo ou errado absoluto). Eles rejeitam todas as instituições como contraproducentes.

Confucionismo

Fundador

Kung Fu Tze (551-478 a.C.)

Ele era um funcionário civil do governo chinês que foi promovido ao cargo de juiz provincial. Ele viu a injustiça social destruindo o estado e escreveu um tratado sobre a "arte de viver" como uma tentativa de corrigir os problemas de sua sociedade causados em grande parte por um sistema feudal em declínio.

Seu tratado não foi escrito como revelação de Deus. Seus ensinamentos foram dirigidos às classes nobres e governantes. Eventualmente, ele formou discípulos para continuar seus ensinamentos.

Origens

A religião é baseada nos ensinamentos que ele deixou e não em revelações divinas ou em seu carisma pessoal. No entanto, sua síntese da sabedoria passada em um sistema de ensino influenciou a sociedade chinesa por mais de 2000 anos até que a revolução comunista de Mao Tsé-Tung assumiu o país no século XX.

Divindade

Não há uma divindade pessoal no confucionismo. A adoração usual da natureza ou do espírito e/ou a adoração aos antepassados, como visto em outras religiões, também é praticada no confucionismo. Esta ideologia não possui um cenário religioso de "fim do mundo".

Humanidade

No confucionismo, o homem é parte do universo e nasce bom. A ênfase não está em onde a humanidade vai após a morte, mas sim em como ele interage agora com os cinco principais relacionamentos na vida. O estudo dessas relações e o objetivo de cada indivíduo dentro desse relacionamento eram a essência do ensino e da prática do confucionismo:

  1. Pai (amável) - Filho (respeitoso)
  2. Irmão mais velho (nobre) - Irmão mais novo (obediente)
  3. Marido (amável) - Esposa (obediente)
  4. Ancião (amável) - Jovem (respeitoso)
  5. Governante (benevolente) - Sujeito (leal)

Salvação

Não há conceito de céu ou inferno para indivíduos. O ideal ao qual a religião apontava era a harmonia adequada na vida entre todos os homens, baseada na manutenção correta de seus relacionamentos uns com os outros.

Adoração

Não há prática de adoração ou ritual para honrar uma divindade. A prática do confucionismo era o estudo e a implementação de seus ensinamentos. Além disso, havia a busca das cinco virtudes cardeais:

As Cinco Virtudes

  • Ren é a virtude da benevolência, caridade e humanidade.
  • Yi, da honestidade e retidão.
  • Zhi, conhecimento.
  • Xin, a virtude da fidelidade e integridade.
  • Li, comportamento correto, ou propriedade, bons modos, polidez, cerimônia, adoração. Harmonia uns com os outros significava harmonia com o passado, harmonia com as forças espirituais (Tao) e, por fim, harmonia com o céu.

Em tempos posteriores, os discípulos de Kung Fu Tze o elevaram ao status de divindade, com templos e sistemas de adoração desenvolvidos por toda a China.

Escrituras/Geografia/Diversos

Seus escritos e os de seus discípulos foram coletados nos Quatro Livros:

  1. Analectos - ditos de Confúcio.
  2. Grande Aprendizado - como ser um cavalheiro.
  3. Doutrina do Meio *chave* - Filosofia.
  4. Livro de Mêncio - Comentário sobre a filosofia confuciana.

O próprio Confúcio compilou seis livros de escritos chamados "Clássicos".

Os chineses tinham uma religião há mil anos antes de Confúcio, mas seu sistema de ensino e personalidade deram forma a essa religião e, depois que ele morreu, os dois se fundiram para produzir uma religião para a China chamada Confucionismo, que eventualmente se espalhou para o Sudeste Asiático e Coreia.

Shintoísmo

Até a Segunda Guerra Mundial, esta religião estava entrelaçada em cada parte da vida e do pensamento japonês. Sua política, religião e história eram uma única unidade.

Fundador/Origem

Não há fundador desta religião. Ela evoluiu a partir da adoração básica da natureza. Com o tempo, desenvolveu-se uma história mística onde o Japão se tornou o centro da criação, destinado a governar o mundo. Eles adicionaram conceitos do Taoísmo (harmonia) e do Confucionismo (ordem social), bem como do Budismo (filosofia) para formar sua religião completa.

Divindade/Humanidade

Eles acreditam em muitos deuses. A criação foi produto de deuses masculinos e femininos.

Um descendente dos deuses foi enviado para governar o Japão, seus descendentes por sua vez tornaram-se os Imperadores. As famílias principais e o povo japonês eram descendentes de deuses menores que viviam na ilha.

Salvação/Culto

O conceito xintoísta de salvação baseia-se na crença de que todos os seres vivos possuem uma essência, alma ou espírito conhecido como Kami. Kami vive entre nós, em vez de em um estado glorificado ou no céu.

A religião xintoísta foi usada principalmente para manter e promover a supremacia japonesa. A adoração aos antepassados continua sendo o principal propósito e prática de seu culto. Santuários e templos têm orações e ofertas aos ideais patrióticos passados e aos antepassados.

Escritura/Geografia/Variados

Kojiki: Lendas antigas da formação da ilha. Oráculos contendo ideias religiosas.

A religião xintoísta existe apenas no Japão.

Antes da Segunda Guerra Mundial, os japoneses se viam como um país divino, com um governante divino e uma missão divina de governar o mundo. Esse conceito de destino divino ajuda a explicar a quase tentativa suicida desta nação de vencer a Segunda Guerra Mundial. O Japão só foi dissuadido dessa noção e de continuar a guerra para alcançá-la quando duas bombas atômicas foram lançadas sobre suas principais cidades pelo exército americano.

Parte do tratado de rendição japonês exigia que eles removessem essa ideia da religião xintoísta e mudassem o design de sua bandeira que representava sua dominação do mundo.

Budismo

Uma das três grandes religiões missionárias (Cristianismo e Islamismo). Em 1932, uma conferência budista no Ceilão declarou: "O budismo é a religião que começa sem Deus e percebe que Ele não é mais necessário."

Fundador/Origens

Siddhartha Gautama (Buda/Iluminado - 563-480 a.C.). Um hindu da casta Kshatriya no Nepal, Índia. Histórias de sua vida só surgiram 500 anos após sua morte e, portanto, temos relatos místicos de seu nascimento virginal, onde ele declarou, ainda bebê, que alcançaria o moksha em sua vida.

Ele ficou consternado quando jovem ao ver o sofrimento do mundo e propôs o "Caminho do Meio" como o caminho da salvação (nirvana).

A diferença em seu ensino (do Hinduísmo) era que se podia alcançar moksha ainda vivo (como no Jainismo).

Ele recrutou discípulos que continuaram seus ensinamentos, e com o tempo ganhou status de divindade à medida que seus ensinamentos e religião se espalharam.

Divindade/Humanidade

Não há ser supremo pessoal. Espíritos e deuses existem, mas todos fazem parte do grande ser.

A soma total de tudo está em processo de se tornar.

O homem não tem alma, ele é uma coleção de "skandhas" interconectados (corpo, sentidos, sentimentos, desejos, razão).

Estes se dissolvem na morte e se reformam em outro ser. Como acender uma vela a partir de outra vela.

Salvação/Adoração

O desejo do homem de ter vida consciente individual e tudo o que ela proporciona é o que causa miséria. A liberdade deste ciclo interminável de desejo é chamada de "iluminação" (aquele que não deseja nada). Deixa-se de ser e torna-se - não ser. Por não ser, não se deseja; sem desejo não há miséria.

Estado de nirvana - estar dentro do ser. Em outras palavras, não ser você mesmo, mas parte do todo (por exemplo, como uma gota de água caindo no oceano).

Há um sistema de disciplinas que conduzem a este estado. Deve-se aceitar e viver por:

  1. A Verdade Tripla:
    1. Impermanência de todas as coisas
    2. O sofrimento faz parte de todas as individualidades
    3. O homem não tem alma (não tem individualidade)
  2. Os Quatro Nobres Sinais:
    1. Toda existência envolve sofrimento
    2. Todo sofrimento é causado pelo desejo
    3. O sofrimento cessa quando o desejo cessa
    4. O desejo é destruído quando se segue o Caminho Óctuplo (uma série de instruções para "vida correta")

Templos e santuários construídos para ofertas a Buda, orações e ensinamentos. Monges budistas vivem em comunidade.

Escrituras/Geografia/Diversos

Tripiktas (250 a.C.): Coleção de escritos conhecida como os "três cestos":

  • Disciplina
  • Ensinamentos
  • Metafísico

Dhammapada: Ditados de Buda.

Começou na Índia, mas quase extinto lá (mais de 200 milhões no mundo).

Buda visto de várias maneiras:

  1. Buda Essencial - Ser
  2. Buda Nirvânico - Terreno, Buda em estado de bem-aventurança após a morte
  3. Buda Terreno - Sua aparição na terra

Zen: Budistas japoneses que enfatizavam a meditação.

Resumo

Você terá notado três coisas comuns sobre essas religiões em comparação com o Cristianismo que ajudam a demonstrar a superioridade do Cristianismo:

  1. Não havia profecias (ou seja, escritos concernentes à vinda, obra e influência dos fundadores antes de sua aparição na história). Jesus, porém, tem um grande corpo de profecias que descrevem Sua pessoa, ministério e impacto no mundo muito antes de Seu nascimento real.
  2. Nenhuma dessas religiões tem um líder ressuscitado cuja aparição foi registrada por muitos diferentes testemunhos oculares. Cada um deles morreu e permanece assim até hoje. Somente Jesus pode reivindicar uma ressurreição histórica e verificada dentre os mortos.
  3. Nenhuma possui escrituras que tenham resistido ao teste de severas críticas por mais de 2000 anos e continuam a ser influentes hoje. A maioria dessas outras não é acessível. A Bíblia, porém, foi traduzida para todas as línguas, está aberta à investigação por todos e continua relevante em toda cultura e período de tempo.

Existem outras razões pelas quais o Cristianismo é uma religião superior a estas:

  • Uma esperança melhor para a salvação (vida consciente perfeita para sempre).
  • Um resultado maior do bem na história (impacto para mudança positiva).
  • Uma religião mais adaptável (não limitada a uma cultura/lugar).

Esperamos que você tenha reconhecido a superioridade do Cristianismo neste breve estudo das principais religiões mundiais. Louvado seja Deus e Seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor e Rei dos reis para sempre.

Nota: A transcrição desta lição foi feita eletronicamente e ainda não foi revisada.

Perguntas para Discussão

  1. Essas religiões do Extremo Oriente veem a verdade como universal, mas subjetiva, sugerindo que a compreensão de cada pessoa é parcial. Como essa perspectiva se alinha ou difere da crença cristã na verdade absoluta revelada através das Escrituras?
  2. A adoração aos antepassados é uma prática fundamental no Taoismo, Confucionismo, Xintoísmo e Budismo. A cristandade pode aprender algo com a forma como essas religiões honram os antepassados, e como isso se relaciona com o ensino cristão de honrar os pais?
  3. A crença no animismo, a presença de espíritos nos elementos naturais, é prevalente nessas religiões, levando a rituais destinados a apaziguar espíritos bons e maus. Como essa crença em espíritos influencia a vida diária e as práticas religiosas, e como contrasta com a compreensão cristã dos seres espirituais e seu papel no mundo?