This resource could not be found.
Uma Jornada Aprimorada por IA
Por Toda a Bíblia
Mateus 19:12

Jesus Exige Celibato Forçado?

Por: Mike Mazzalongo

Em Mateus 19:12, Jesus faz uma declaração profunda sobre o celibato. Ele descreve três tipos de eunucos: aqueles que nasceram assim, aqueles que foram feitos assim por outros, e aqueles que escolhem o celibato por causa do reino dos céus. Ele então acrescenta: 'Quem pode aceitar isso, aceite-o.' Esta declaração segue Seu ensino difícil sobre a permanência do casamento em Mateus 19:3-9, onde Ele diz que o divórcio, exceto por imoralidade, seguido de novo casamento, constitui adultério. Alguns interpretaram o comentário de Jesus sobre os eunucos como apoio à posição tradicionalista de que indivíduos em um novo casamento não bíblico devem se separar e viver em celibato pelo resto da vida.

No entanto, as palavras de Jesus em Mateus 19:12 não apoiam o celibato forçado. Ele apresenta o celibato como uma resposta voluntária ao serviço do reino, não como um mandamento universal. A frase "fizeram-se eunucos" refere-se àqueles que se abstêm livremente do casamento por razões espirituais. Sua observação final, "Quem pode aceitar isso, aceite", afirma sua natureza opcional. É claro pelo contexto que Jesus não está prescrevendo o celibato vitalício como um passo necessário para a salvação após um casamento fracassado. Pelo contrário, Ele está honrando aqueles que escolhem esse caminho voluntariamente – não ordenando isso a todos que passaram pelo divórcio.

Um entendimento mais profundo desta questão vem do ensino de Paulo em 1 Coríntios 7. Paulo afirma que o celibato é um dom, não uma exigência. Ele declara: "Queria que todos os homens fossem como eu mesmo sou; mas cada um tem de Deus o seu próprio dom" (1 Coríntios 7:7). Paulo apresenta o celibato como um bom conselho à luz dos tempos difíceis, mas deixa claro que não é um mandamento. Em vez disso, ele encoraja os crentes a permanecerem na situação em que foram chamados (1 Coríntios 7:17, 20, 24), mesmo quando isso inclui histórias conjugais complexas.

Paulo também aborda situações específicas de casamento. Para os crentes casados entre si, se se separarem, devem permanecer solteiros ou reconciliar-se (1 Coríntios 7:10-11). Contudo, quando um crente é abandonado por um cônjuge incrédulo, Paulo afirma que o crente "não está sujeito a servidão em tais casos" (v.15), implicando liberdade da obrigação matrimonial. Ele nunca exige que aqueles em segundos casamentos dissolvam sua união ou abracem o celibato como ato de arrependimento. Em vez disso, seu tom pastoral favorece a estabilidade, a paz e a fidelidade voltada para o futuro.

O argumento tradicionalista impõe um fardo de celibato vitalício àqueles em casamentos subsequentes considerados 'não bíblicos', contudo nem Jesus nem Paulo jamais ordenam tal conduta. Ambos afirmam o celibato como um chamado único, não como um remédio universal. O celibato forçado baseado em uma interpretação de Mateus 19:12 ignora a resposta cheia de graça que caracteriza o ensino do Novo Testamento. O verdadeiro arrependimento olha para frente em fidelidade, não para trás em separação movida pela culpa. A Escritura não vincula onde Deus escolheu perdoar e restaurar.

Nota: A transcrição desta lição foi feita eletronicamente e ainda não foi revisada.
Perguntas para Discussão
  1. Por que Jesus enfatiza que o celibato é voluntário e não um mandamento?
  2. Como o ensino de Paulo em 1 Coríntios 7 nos ajuda a entender o celibato como um dom e não uma regra?
  3. Quais perigos surgem quando igrejas ou tradições impõem regras além do que as Escrituras exigem?
Fontes
  • ChatGPT (OpenAI)
  • Gordon D. Fee, A Primeira Epístola aos Coríntios, Comentário NICNT.
  • Craig S. Keener, Comentário de Contexto Bíblico IVP: Novo Testamento.
  • Jack Cottrell, Divórcio e Novo Casamento: Uma Perspectiva Bíblica.
14.
Olho de uma Agulha?
Mateus 19:23-26