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Por Toda a Bíblia
Mateus 27:15-26

Eu Sou Barrabás

Por: Mike Mazzalongo

Quando a multidão pediu a libertação de Barrabás em vez de Jesus (Mateus 27:15-26), escolheram um conhecido insurreto e assassino em vez do inocente Filho de Deus. É um momento chocante na narrativa do Evangelho, que parece irracional e injusto. E, no entanto, naquele momento, algo mais profundo está acontecendo – algo que aponta para o próprio coração do evangelho.

Barrabás – cujo nome significa "filho do pai" em aramaico – era culpado. Suas mãos estavam manchadas de rebelião e sangue. Jesus era inocente, puro e sem culpa. E, no entanto, o homem culpado foi libertado, enquanto o homem inocente tomou o seu lugar na cruz. Isto não é apenas um evento histórico; é um retrato teológico. Barrabás é cada um de nós.

O evangelho declara que "Aquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós, para que nele fôssemos feitos justiça de Deus" (2 Coríntios 5:21). Jesus morreu não apenas no lugar de Barrabás, mas no lugar de todo pecador que merecia juízo. Sua morte foi substitutiva – Ele suportou a punição que justamente merecíamos. Barrabás foi a primeira pessoa a se beneficiar dessa substituição de maneira literal e visível.

Quando vejo Barrabás ser libertado, vejo a mim mesmo. Eu sou o rebelde. Eu sou o transgressor da lei. Eu sou aquele que deveria ter sido condenado. E, no entanto, por causa da graça de Deus, Jesus tomou o meu lugar. Eu sou libertado – não porque sou inocente, mas porque Ele o foi.

Esta história é um aviso contra a autojustiça. Os líderes religiosos pensavam que estavam defendendo a lei ao condenar Jesus, mas na verdade, rejeitaram a própria fonte da vida. É também um convite – para nos reconhecermos em Barrabás e responder com gratidão, humildade e fé.

Então sim, eu sou Barrabás. E em Cristo, eu também sou perdoado, liberto e recebo um novo nome – um verdadeiro filho do Pai.

Nota: A transcrição desta lição foi feita eletronicamente e ainda não foi revisada.
Perguntas para Discussão
  1. De que maneiras você se identifica pessoalmente com a história de Barrabás?
  2. Como a libertação de Barrabás ilustra o conceito de expiação substitutiva?
  3. Que lições este evento nos ensina sobre graça e justiça no evangelho?
Fontes
  • ChatGPT (OpenAI)
  • O Novo Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento, Vol. 1 – Colin Brown (ed.)
  • Jesus e as Testemunhas Oculares – Richard Bauckham
  • A Cruz de Cristo – João Stott