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Mateus 20:20-22

O Pedido Ousado de uma Mãe

Por: Mike Mazzalongo

Em Mateus 20:20-22, lemos sobre um pedido sincero, porém equivocado, feito pela mãe de Tiago e João, filhos de Zebedeu. Curvando-se diante de Jesus, ela pediu que seus filhos fossem concedidos para sentar à Sua direita e à Sua esquerda no Seu reino—posições de maior honra. Este ato aparentemente audacioso abre uma janela para a interação entre normas culturais, ambição familiar e mal-entendido espiritual.

De uma perspectiva cultural, sua ação não é inteiramente inadequada. Na sociedade de honra e vergonha da Judeia do primeiro século, era comum que membros da família – especialmente mães – buscassem progresso para seus filhos. Defender os próprios filhos era frequentemente visto como uma demonstração de amor e lealdade. Além disso, é possível que esta mulher, tradicionalmente identificada como Salomé, fosse parente de Jesus e pudesse ter pensado que seus laços familiares justificavam seu pedido.

No entanto, seu pedido também reflete um mal-entendido sobre a missão de Jesus. Apesar de sua reverência e fé em Seu reino vindouro, ela, como muitos outros, presumiu que Jesus logo estabeleceria um reino político. Seus filhos haviam deixado tudo para segui-Lo, e talvez ela acreditasse que eles mereciam um lugar de destaque quando esse reino chegasse. Contudo, ela não compreendeu que o caminho para a glória de Jesus passava pelo sofrimento e pela cruz, e não pelo status e exaltação.

De uma perspectiva de discipulado, o pedido expõe tanto a fé quanto a ambição. Por um lado, demonstra uma crença na realeza de Jesus. Por outro, revela uma mentalidade mundana – aquela que buscava grandeza pela proximidade ao poder em vez de pela humildade e serviço. A resposta de Jesus foi gentil, mas penetrante: "Vocês não sabem o que pedem." Ele mudou o foco das posições de honra para a disposição de sofrer: "Podem beber o cálice que eu estou para beber?"

Curiosamente, o Evangelho de Marcos mostra Tiago e João fazendo esse pedido, sugerindo que sua mãe pode ter sido simplesmente a porta-voz da ambição que compartilhavam. Jesus, por fim, dirige-se diretamente aos dois irmãos, indicando que o desejo não era apenas um sonho da mãe, mas também deles.

E quanto a Zebedeu, seu pai? Em uma sociedade patriarcal, poderia parecer estranho que ele não fosse o defensor. Mas as Escrituras não indicam que Zebedeu fosse discípulo. Ele ficou para trás, cuidando do negócio da pesca, enquanto sua esposa seguia Jesus e apoiava Seu ministério (veja Mateus 27:56; Marcos 15:40). Pode ter sido sua proximidade espiritual a Jesus que a encorajou a falar, mesmo que seu entendimento fosse incompleto.

No fim, Jesus não os repreendeu nem os envergonhou. Ele os redirecionou. Ele ensinou que a grandeza em Seu reino não é concedida por favoritismo ou laços familiares, mas por meio do sofrimento, humildade e serviço.

Nota: A transcrição desta lição foi feita eletronicamente e ainda não foi revisada.
Perguntas para Discussão
  1. O que esta passagem revela sobre a tendência humana de buscar status, mesmo em ambientes espirituais?
  2. Como a resposta de Jesus ajuda a reformular nossa compreensão de liderança e honra no Reino de Deus?
  3. Que papel a fé e o mal-entendido frequentemente desempenham juntos em nossa jornada de discipulado?
Fontes
  • ChatGPT (OpenAI)
  • O Evangelho de Mateus, R.T. France, Comentário NICNT
  • Comentário de Contexto Bíblico IVP: Novo Testamento, Craig Keener
  • Mateus: Um Comentário, Frederick Dale Bruner
16.
Profanando o Pátio dos Gentios
Mateus 21:12-13