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Por Toda a Bíblia
Marcos 15:23

Vinho Proibido

Por: Mike Mazzalongo

Quando Jesus foi levado ao Gólgota para ser crucificado, Marcos registra que lhe foi oferecido vinho misturado com mirra, um narcótico amargo destinado a embotar os sentidos e aliviar a dor (Marcos 15:23). Essa prática era bem conhecida tanto na tradição romana quanto na judaica. Os romanos às vezes davam sedativos aos condenados como um ato de misericórdia, enquanto o Talmude menciona mulheres judias oferecendo tais misturas em cumprimento de Provérbios 31:6-7, que fala de dar bebida forte aos que estão aflitos.

No entanto, os Evangelhos registram que Jesus recusou esta bebida. Mateus explica que, quando a provou, não quis beber (Mateus 27:34). Por que o Senhor recusaria alívio em Sua hora mais sombria?

Primeiro, essa recusa mostra Sua determinação em enfrentar o sofrimento com plena consciência. Jesus veio para "beber o cálice" do sofrimento que o Pai lhe deu (João 18:11). Aceitar um vinho drogado teria sido diminuir o fardo que Ele foi enviado para carregar pelos pecados do mundo. O escritor de Hebreus diz que Jesus provou a morte por todos (Hebreus 2:9). Esse "gosto" não foi diluído – foi completo.

Em segundo lugar, Sua recusa preservou Sua capacidade de falar com clareza desde a cruz. Jesus proferiu palavras de perdão (Lucas 23:34), profecia (João 19:26-27) e entrega final ao Pai (Lucas 23:46). Uma nuvem narcótica teria diminuído o poder e o propósito dessas palavras, que continuam a instruir e confortar os crentes hoje.

Finalmente, embora não houvesse nenhuma Lei Mosaica proibindo os condenados de beber vinho, há um princípio sacerdotal em ação. Os sacerdotes eram proibidos de beber vinho quando ministravam diante de Deus (Levítico 10:9). Como o Sumo Sacerdote oferecendo a Si mesmo como o sacrifício supremo (Hebreus 7:26-27), Jesus escolheu o caminho da sobriedade e clareza, mantendo Sua mente fixa na obra santa que estava realizando.

Ao recusar o vinho, Jesus demonstrou que nossa salvação foi comprada sem atalhos. Ele carregou a cruz plenamente desperto, plenamente consciente e plenamente comprometido. Seu exemplo nos chama a segui-lo com a mesma devoção sóbria – suportando provações sem compromisso, confiando que a força de Deus é suficiente em nossa fraqueza.

Nota: A transcrição desta lição foi feita eletronicamente e ainda não foi revisada.
Perguntas para Discussão
  1. Por que foi importante que Jesus permanecesse plenamente consciente durante Sua crucificação
  2. Como a recusa do vinho reflete Seu papel tanto como sacerdote quanto como sacrifício?
  3. Que lição os cristãos modernos podem tirar da disposição de Jesus em sofrer sem compromisso?
Fontes
  • ChatGPT (OpenAI)
  • O Talmude, Sanhedrin 43a (referência judaica ao vinho narcótico para os condenados)
  • Craig S. Keener, The IVP Bible Background Commentary: New Testament
  • William L. Lane, O Evangelho Segundo Marcos (Comentário NICNT)
18.
O Argumento para a Longa Conclusão de Marcos
Marcos 16:14-19